Quando não é mais amor

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Das poucas certezas que já tive, sentir que te amava foi das mais bonitas. Por quatro anos vivi uma dessas histórias lindas e raras, sobre amar e ser amado. E do teu lado eu sempre quis fazer dar certo, do jeito que eu pude, com a cabeça e a maturidade que me cabiam. E eu sei que você também.
Dos clichês mais verdadeiros, foi que eu te conheci menina, prestes a fazer 21, e hoje tenho aprendido a me ver como mulher. Mulher de ninguém, mulher de mim mesma, alguém fruto das experiências vividas e de como as encara, um eterno processo, muitas vezes falho.
So sei que um dia você me disse pra ser feliz, passar bem. E eu obedeci. Mas diferente da música do Chico, não foi por revanchismo que eu me reergui. Foi por mim. Eu precisava mais que nunca aprender a cuidar – bem – de mim, tava na hora.
E em algum momento, o amor que era lindo, era vidro e se quebrou. Tempo passou e a gente bem tentou fazer disso uma vírgula, mas era mesmo um ponto final. E se hoje já não é, ninguém pode dizer que não foi forte, que não valeu a pena. Só que se transformou. Sobrou gratidão de sobra.
Como você bem disse em Bruxelas, as vezes o começo do fim não é falta de amor, mas como lidamos com as experiências que vivemos. Foi minha viagem? Foi a tua confusão? Fui eu? Foi você? Não procuremos culpados. Nos perdoemos. Das falhas faremos autoreflexões.
Quando penso em você, sorrio. E te desejo tanto bem. Vejo tudo invertido, virado do avesso, e sei que o tempo vai fazer seus reparos, nos dar a distância dos fatos, curar as dores do que não deu mais pra ser. Queria poder te contar que li esses dias, que os socos da vida as vezes nos agigantam. Pois bem, agigantemo-nos.

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