Que se vão

 

Então eles se vão. A dupla Damian e Rebeld, o irish com quem conversava por métodos de decodificação de inglês irish e seu cão jack russel, que amava encontrar saracoteando pela casa. Vão para Cork, Damian arranjou emprego por lá e tem familiares na cidade, aliás o seu sotaque bem carregado é porque os irishs de lá tem um jeito de falar bem característico, difícil de entender até pros irishs daqui de Dublin.

Mas de algum jeito, dessas coisas que não se explicam, nos damos bem, tenho muito carinho por ele, apesar de não ter sido uma relação super próxima. Tem cara de gente do bem e isso não é coisa que precise falar a mesma língua pra entender.

Desejei boa sorte, disse que ele é uma pessoa muito bacana, nos abraçamos, coisa rara por aqui essa coisa de contato físico. Eu e Maria estranhamos muito, mas eu brinco que nós latinos somos assim por culpa deles, espanhóis e portugueses que nos fizeram herdar esse comportamento expansivo de beijinho, abraço, quê o quê aperto de mão.

Aí abracei o Rebeld, claro, e disse pra ele cuidar bem do Damian, pra quê?, que eu olho tá lá o Damian abanando os olhos pra conter o choro! Ai, quem tem que se segurar sou eu. Mas não, não chorei. Preferi me agarrar na ideia de que pessoas vão e vem na nossa vida, e sim, quando chega a hora de partir, obrigada até aqui. Obrigada por ter me proporcionado aprender com você.

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