Short Trip: Paris – 1° dia – Bonjour!

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Dias depois da viagem a Paris e ainda sob efeito daquela cidade! Eu sabia que ia gostar, era um lugar que queria muito conhecer, mas me surpreendi por gostar tanto. A Maria tem mesmo toda a razão, viajar é uma terapia. Foram apenas dois dias, super bem aproveitados e na melhor companhia. Mas prometi a mim mesma que tem volta, que assim que rolar uma oportunidade piso meus pés por lá de novo.

Pois bem, no aeroporto de Dublin estava lá eu, ansiosa porque iria encontrar a Helo, tia do meu ex, que se dispôs em me receber no seu apartamento, combinado que fizemos antes mesmo de tudo acontecer. Mas sabe como é, sofri muitas decepções com pessoas que conheci através dele, frieza ou mudanças de comportamento que me assustaram um pouco. Além disso, eu sabia que em algum momento ela iria querer saber o que aconteceu, e o esforço pra lembrar é a vontade de esquecer, como diria meu divo Rodrigo Amarante.

Entrei na fila do voo com esses pensamentos até que o loirinho da frente começou a puxar papo comigo. A primeira pergunta, de cara não entendi, ai ele riu e perguntou se eu era irish, disse que não. Bateu uma leve preguiça, e se esse cara é chato, como faço pra cortar? Mas o papo se resumiu a amenidades, o que faz, o que estuda, me distraindo e agradando também. Prestes a subir no avião pediu pra ver meu checkin pra saber onde eu sentaria.

Sentamos separados, ok, gente boa, mas bem se sabe que homem nenhum puxa papo com uma mulher sem intenções. Um afaguinho no ego, que logo após um pé na bunda, não é nada mal. Cheguei no aeroporto de Beauvais (pronuncia bovê), uma cidadezinha bem próxima de Paris e sabia que ao desembarcar teria que comprar um transfer de ônibus, que custa 16 euros e te leva a Paris num tempo médio de 1h15. Pois bem, na fila da imigração, estou eu lá, quando vejo o francesinho parado lá na frente, não teria seguido adiante a troco de quê? Ai bateu aquele nervoso.

Pois bem, passei por ele e mandei um “Hi, here you are!”, tentando ser natural. A-ham. Votamos a conversar e ele me deu seu cartão, com o número francês e o irish, está morando em Dublin e ia pra Lyon visitar a família, mas disse que se eu precisasse podia procurá-lo no número francês e que adicionasse o irish. Aproveitei pra pedir ajuda pra comprar meu transfer, coisa que foi super fácil, poderia ter feito sozinha, mas ter um nativo por perto é sempre uma mão na roda. Dali me convidou pra tomar um café. Ok, aceitei.

No café mais conversinhas e me bateu uma boa impressão, gostei da atitude, muito gentil, muito diferente do comportamento de um brasileiro no geral. Afinal a criatura tem 22 anos, apesar de parecer mais velho do que eu. Isso de conhecer alguém que não é da sua cultura é muito estranho, você não sabe como se portar, ainda mais com a má fama das brasileiras, como por exemplo, ele não se despediu com beijinho no rosto, então também não fiz menção, vai saber se não ia bancar a oferecida. A verdade é que foi um tal de perceber que estou viva, que posso olhar pro lado, achar um cara bonito, dar trela se bem entender, mesmo sabendo que tenho feridas pra cuidar e que isso se faz sozinha.

De lá, tudo correu super bem. O transfer te deixa bem próximo do metro de Porte Maillot, onde é justamente a parada final do ônibus. No caminho você já vê o Sena, que tem uma margem muito mais extensa do que eu imaginava. E uma correnteza, não sei se era o dia. Mas enfim, uma vez no metrô também foi super tranquilo, muito semelhante ao metrô de São Paulo, porque até onde sei é a mesma empresa que implantou o de Sampa. Fiz uma baldeação e cheguei na estação Bocicault, que pra casa da Helô foi um pulinho.

Cheguei num dos milhares de predinhos fofos, com uma Helo de braços abertos pra me receber. Só eu sei o que esse carinho significa. Almoçamos num koreano, comidinha maravilhosa. Muitos “bonjour” e “merci” depois, segui com o Antonio, filho da Helo que estava por lá também, pra conhecer a cidade. Anton foi meu guia, me levou pra ver a Torre Eiffel, Arco do Triunfo, de lá seguimos pela avenida Champs-Élysées, Campos Elísios segundo o Anton, e fomos pra Praça Concorde, onde tu vê o Obelisco, presente dos egípcios à França. A Praça é também o local onde o rei Luis XVI e sua esposa, a rainha Maria Antonieta, foram guilhotinados durante a Revolução Francesa.

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Obelisco na Praça Concorde

Por todo o dia fez um tempo nublado, mas a verdade é que a cidade é linda, charmosa, desde seus monumentos até mesmo seus prédios, seus cafés, padarias, e as frutarias então? Muito Amelie Poulain nas cenas em que vai a feira, as frutinhas devidamente arrumadas, de um jeito que o Pão de Açúcar pareceria a maior bagunça.

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Arco do Triunfo

Ainda tomei um café com o Anton e pedi um creppe, que pra minha tristeza, não passa de uma massa de panqueca. Depois de caminhar a tarde inteira, voltamos pra casa e aproveitei pra combinar com a Kalinka, minha amiga dos tempos de faculdade, onde nos encontraríamos. A Ká e o Luciano, seu namorado, estavam há dias viajando pela Europa, então marcamos de nos encontrar em Paris. Combinamos de ir ao L’Attirail, uma espécie de barzinho estudantil, bem em conta e agradável. Porém, mesinhas bem apertadinhas, se você souber francês, ouve a conversa alheia sem perder nenhum detalhe. Outra questã, é que ninguém falava inglês, espanhol, quem dirá português. Fomos servidos graças a boa vontade do Lu em falar com o garçom e do garçom em querer nos entender.

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Ká e eu no L’Attirail, amigas desde 1664

Na volta pra casa, pensa numa pessoa semi alcolicamente alterada fazendo o teste da magreza ao passar pela catraca do metrô, que já fechou pra pegar o último trem. Pois bem, cheguei e bem. E me preparei pra dormir porque no outro dia, eu, Ká e Lu havíamos combinado 9h na estação Concorde pra irmos ao Louvre. História que fica pro próximo post.

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Ká e eu em alguma estação de Paris, essa mulher me ama!

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