Short Trip: Paris – 2° dia – Au revoir!

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Na pirâmide do Louvre, eu e Ká

A diferença de fuso entre Dublin e Paris é de uma hora mais, logo, se eu tinha combinado 9h na estação Concorde com a Ká e o Lu para irmos ao Louvre, claro que a pessoa aqui, esqueceu completamente de mudar o relógio e acordou 8h30, jurando que era 7h30. Então dei uma de francesinha, não tomei banho e sai correndo, desencontros a parte, fomos nos reencontrar na bilheteria do Louvre. Ticket sem aúdio com explicação sai por volta de 15 euros, com aúdio fica 25. Eu com meu visto de estudante tive a entrada livre. EEE!

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Louvre

Sempre ouvi que o Louvre é enorme, que merece dias e dias pra você conhecer bem, mas só estando lá, pra saber o quanto você quer voltar mais e mais vezes pra poder conhecer o acervo com propriedade. Pois bem, se não dá pra ter tudo, aproveitamos ao máximo o que dava pra ver. Começamos pela exposição de artigos egípcios, acessórios, tumbas, sarcófagos, múmias, vasos, instrumentos musicais. Tudo bem, todo mundo sabe que eram uma civilização muito estruturada, mas nunca tive a oportunidade de ver tudo isso reunido, é incrível, sem dúvida. Só dá mais vontade de conhecer o Egito!

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Sarcófagos

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Múmia

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Múmias de gatos

Das múmias faraônicas, migramos para um almocinho rápido no museu mesmo, uma baguete e uma Coca (Cocá, segundo o que Anton me ensinou). De lá seguimos para as artes clássicas, atrás da Gioconda. Luciano e Kalinka se revezavam nos guiando, e eu só fazia acompanhar, que entrar nessa disputa é equivalente a meter a colher em briga de casal. Pois bem, antes ainda entramos na Galeria de Apolo, muito linda, toda ornamentada com signos do zodíaco na parte superior do teto. Vimos ainda a Vênus de Milo, numa passadinha rápida pelas artes gregas.

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Galeria de Apolo no Louvre

No caminho, muitas placas direcionam para a Gioconda do Da Vinci, e ao chegar no salão em que está exposta, basta ver onde há a maior concentração de gente e máquinas fotográficas, bem desproporcional ao quadro enorme exposto em frente a ela. Mas é muito emocionante, de repente lembrei que foi a primeira pintura de que ouvi falar quando ainda não tinha nem tamanho de gente, lá dos tempos em que as tias do pré contavam, sobre o sorriso, sobre a importância.

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Gioconda no Louvre

Legal mesmo foi a surpresa de encontrar quatro pinturas do Arcimboldo, aquele que formava perfis com imagens de flores, frutas, vegetais. No corredor de artes clássicas, havia pintores reproduzindo ao vivo uma pinturas expostas, como que para passar ao público um pouco da genialidade que é, ainda mais séculos atrás, criar trabalhos como aqueles.

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Arcimboldo no Louvre

Pois bem, depois de passar a manhã pelo Louvre, lá pelas 2h da tarde saímos para dar tempo de conhecer o Palácio de Versalhes. Como fica mais distante, lembro que pegamos metrô e depois um trem, no caminho você vai vendo paisagens de um outro lado de Paris, menos prédios, mais casas, mais graffittis e até um barraco ou outro as margens do trem.

Versalhes já impressiona pelos portões, com detalhes em ouro e o tamanho da sua construção. Outro passeio que você se dá conta, precisaria de dias pra conhecer bem. A entrada sai por 25 euros, mas já com áudio no seu idioma, e mais uma vez não precisei pagar.

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Eu e Lu na entrada do Palácio de Versalhes

Uma vez lá dentro, o luxo e a ostentação é tamanha que não tem como não se impressionar. Desde os lustres, as pinturas até detalhes como as fechaduras das janelas são de deixar qualquer um de queixo caído. Um palácio que carrega a história da monarquia até o período da Revolução Francesa. Para cada cômodo, uma aula de história, a cama feita com fios de ouro que o rei nunca dormiu, o quarto que Maria Antonieta viveu antes de mudar-se para o Petit Trianon, anexo do Palácio que ganhou de Luis XVI.

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Quarto de Maria Antonieta no Palácio de Versalhes

Em outro ambiente, há uma reprodução da mesa em que os monarcas faziam as refeições enquanto a sua frente, a corte podia assisti-los comer!!! Na Galeria dos Espelhos, um pouco mais adiante, um longo corredor, com muitos lustres e vinte um espelhos refletem as janelas que dão para o jardim. Nessa galeria eram promovidas festas, nascimentos e casamentos.

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Na Galeria dos Espelhos, eu, Ká e Lu, milagrosamente sem nenhum chinês, japonês ou koreano aparecendo sem querer.

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Salão de refeições da monarquia em Versalhes

Eram quase 5h da tarde quando pegamos o último trenzinho para conhecer o jardim de Versalhes. Apesar de mandar um “Pardon, je ne parle pas français” (perdão, eu não falo francês) pro tiozinho do trem, me deu um branco e esqueci a segunda parte que a Fanny, francesinha aqui de casa me ensinou: “parlez-vas Anglais ou Espagnol?” (fala inglês ou Espanhol?). Aos risos da Ká e do Lu, o tiozinho continuou mal humorado, e apesar de arranhar um inglês pior que o meu, conseguimos comprar os tickets.

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Jardim visto das janelas do Palácio de Versalhes

Se no Louvre pegamos uma manhã de sol linda, no final da tarde em Versalhes, a chuva, o vento fizeram do nosso passeio mais gelado impossível. Porém por ser o último trem, não pudemos fazer alguns passeios como entrar no Petit Trianon. Depois assistindo novamente “Maria Antonieta“, da Sofia Coppola, penso que teria sido muito legal ter conhecido esses anexos. Ah, o preço do trem é de 7 euros, mas tem um descontinho se pagar em dinheiro. Dessa vez não tive arrego com meu visto de estudante.

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Eu e Ká passando frio no jardim de Versalhes

Trincando os dentes de frio, saímos de Versalhes doidos por uma massa. Mais uma vez a Ká e o Lu descolaram um restaurante italiano – judaico, chamado Il Palazzo, muito bom e com precinho bem razoável. Brindamos com vinho francês nosso reencontro, e eu apesar de ser a vela, adorei nossas risadas, vídeos, fotos e peripécias por Paris.

Ká, minha cabrita, dos zoinhos de bolica você é um tipo raro, tão linda e gente boa que só fica ainda mais lindona! Obrigada pelo abraço carinhoso, pela parceria, por dias tão, mais tão felizes que eu tava mesmo é precisando. Curtos de tão especiais, mas intensos de tal forma que valeu muito a pena. Podiackiiiii, você tava no coração, extepô!

Nada melhor que estar em boa companhia e ir embora de um lugar com vontade de voltar.

Bisou, Paaaarrrrrris!

Cena de “Maria Antonieta”, Sofia Coppola.

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