Nova vista, novos ares

nova casa

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Nos últimos dias fui murchando, murchando até ficar pequenininha, até entrar no meu casulo como entro as vezes. Aí tive um papo comigo mesmo e comecei a me dar conta de várias coisas.

É que achei que tinha entrado em um ape com um ambiente legal e percebi que era uma furada. O casal não parava de brigar e uma semana depois que entrei, “convidaram” eu e minha roommate a nos mudar, porque eles iriam deixar o apartamento, depois de brigas épicas. Três dias depois, o cara do casal resolveu voltar atrás e nos propôs ficar. Só que nesse meio tempo, eu e a M. (minha roommate), fizemos um achado!

É que encontramos uma espécie de república, cheia de estrangeiros, com um quartinho bem maior e lindo pra gente dividir e com um banheiro só nosso. E de quebra, o casarão tem cozinha, sala de jantar de estar e um jardim, tudo compartilhado com vários outros estrangeiros. Só hoje encontrei pela casa uma coreana, uma francesa e uma finlandesa. Mas moram aqui, por volta de 20 pessoas.

Acontece que desde que recusamos o convite do cara do outro ape, justo ele que não parava de falar do nada tornou-se monossilábico. Aí, vieram pequenas retaliações, um dia o boiler que esquenta a água da casa foi misteriosamente desligado bem quando eu esperava pra tomar banho. O papel higiênico também deixou de existir no banheiro.

Apesar da namorada do cara sempre ter me tratado bem, o clima da casa foi se tornando cada vez mais desagradável. Porque com as brigas deselegantérrimas que eles tiveram, se era pra alguém ficar de cara feia, era pra ser eu e a M., isso sim!

Hoje, além de fazer as malas pra mudar pela quarta vez, reavaliei porque vinha me sentindo tão mal. E percebi que não era só pelo ambiente em que estava, mas por estar só e principalmente, porque ainda não encontrei o lado legal disso. E gostar de estar só, envolve muitas coisas. Envolve auto-estima, segurança de si mesma, envolve menos dependência emocional e claro, muito, mas muito autoconhecimento.

Então, resolvi cuidar melhor de mim, gostar mais de mim, e valorizar mais meus pequenos passos, que me fizeram chegar até aqui. Porque eu me cobro tanto, tanto, que só vejo os degraus que ainda tenho pra subir e esqueço de olhar pra trás, com um pouquinho de orgulho, mas daquele orgulho bom que te faz valorizar o que você era e o que você se tornou.

“Ué, mas você não pensou nisso antes?” E respondo cá com meus botões que não. Sabia que essa viagem me exigiria muito, mas tem certas coisas que você só sente vivendo. Aprendi a ser assim, quando sobra covardia, prendo a respiração e me jogo, porque pensar demais poderia me fazer desistir de vez.

Tenho pra mim que de experiências ruins, muitas vezes nascem coisas boas. A minha ida pra aquele ape não foi em vão, conheci a M. que é uma mulher muito do bem, com uma cabeça boa, fácil de conviver e que me disse pra acreditar em Jesus de Las Penas, que é lá do povoado dela, da Espanha ;). Pois bem, novo quarto, nova vista, novos ares.

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