“Knackers” ou “naná” para os mais chegados

Sim, eu tenho medo de tirar fotos deles, por isso peguei fotos de um site que exemplifica muito bem quem são os knackers: http://modaparahomens.com.br/2011/09/15/mochilao-mph-marcas-e-pertencimentos/

Sim, eu tenho medo de tirar fotos deles, por isso peguei fotos desse site aqui.

Logo que você chega em Dublin, começa a ouvir falar dos “knackers” (pronuncia “naquers) ou “naná” para os mais chegados. É que como qualquer lugar do mundo, a Irlanda também tem seus problemas, e aqui no caso, trata-se de uma parcela da população de baixa renda, que pratica xenofobia com os estrangeiros. Isso, agência de viagem/guia de viagem nenhum te conta. Beijinho no ombro e descobre sozinha, bein.

O termo “knacker” é bem pejorativo e se refere a pessoas que tem como atividade dar fim a carne de animais mortos ou indesejados. Descobri também que é gíria pra testículos, mas o fato é que na Irlanda é o nome que se dá para pessoas de classe-baixa, que recebe ajuda do governo e tem comportamentos anti-sociais com os imigrantes. Isso tudo de acordo com o Wikipédia e o dicionário Oxford 😉 Mas não ouse pronunciar “knacker” ou “naná” na rua, eles sabem que é com eles, foi o que me contaram e resolvi não pagar pra ver.

Pra encurtar a história, esse comportamento anti-social pode ser uma enxurrada de xingamentos, tacar um ovo em você, uma cuspidinha básica ou algo mais grave como roubar e agredir. Seriam o mais próximo dos nossos trombadinhas, mas num modo muito mais moderado, porque na Irlanda o porte de armas é proibido e levado a sério.

Brinco que eles costumam andar uniformizados, pois um típico “naná” é bem branquelo, loiro ou meio ruivo, as vezes careca e usa moletom e roupas adidas com a mesma frequência que uma funkeira usa roupa embalada a vácuo. Eles também costumam estar em áreas específicas da cidade, por exemplo a O’Connell Street, uma das ruas mais famosas daqui, que tem “naná” em cada esquina. Pensando nisso, um dos motivos de ter escolhido o endereço em que moro é justamente porque quase não vejo eles por aqui.

Outra forma de identificá-los é porque geralmente estão em grupos, as vezes bêbados e alterados, falando alto na rua e não é raro que estejam empurrando carrinhos de bebê. Ouvi dizer que eles recebem mais ajuda, quanto mais filhos tem, mas acho bem delicado entrar nessa questão das políticas assistencialistas, porque pesquisando, não consigo encontrar informações seguras a respeito, apenas blogs, e não quero ser mais uma falando abobrinhas. Coisas que o jornalismo te ensina!;)

Paranoica como sou, qualquer um de adidas é um naná em potencial pra mim. E aí sigo as dicas que me deram e que por enquanto tem sido super úteis, não encaro, se possível desvio deles disfarçadamente, do tipo “upis, vou ali ver uma vitrine e já volto”. Até então tem funcionado bem. Pode ser exagero, mas vou achar o meio termo aos poucos, assim como foi em São Paulo, assim como o bom senso pede.

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